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Conjuntivite no verão: cuidados essenciais para proteger os olhos

O verão chega com dias mais longos, calor intenso, piscinas, praias e maior contato social.

No entanto, junto com esses benefícios, também cresce a incidência de problemas oculares, especialmente a conjuntivite.

Durante os meses mais quentes, clínicas oftalmológicas costumam registrar um aumento significativo nos atendimentos relacionados à inflamação da conjuntiva, a membrana fina que reveste a parte branca dos olhos e a face interna das pálpebras.

Por isso, entender as causas, os cuidados necessários e o que fazer diante dos primeiros sintomas é fundamental para preservar a saúde ocular.

Por que a conjuntivite é mais comum no verão?

Antes de tudo, é importante destacar que o verão reúne uma combinação de fatores que favorecem a conjuntivite.

O calor e a umidade, por exemplo, criam um ambiente ideal para a proliferação de vírus e bactérias.

Além disso, o uso compartilhado de piscinas, toalhas, óculos de sol e até maquiagem aumenta o risco de contaminação.

Outro ponto relevante é o contato frequente com água do mar e de piscinas.

Embora pareça inofensivo, o cloro em excesso ou a água contaminada podem irritar os olhos e facilitar o surgimento da conjuntivite irritativa ou infecciosa.

Soma-se a isso o aumento da exposição a agentes alérgenos, como pólen, poeira e mofo, muito comuns nessa época do ano.

Principais tipos e causas

De maneira geral, a conjuntivite pode ser viral, bacteriana, alérgica ou irritativa.

A forma viral é a mais frequente no verão e altamente contagiosa, sendo responsável por grande parte dos surtos.

Estudos indicam que cerca de 70% dos casos de conjuntivite infecciosa são de origem viral.

Já a conjuntivite bacteriana, embora menos comum, costuma provocar secreção mais espessa e amarelada.

Em contrapartida, a conjuntivite alérgica não é contagiosa, mas causa coceira intensa, ardor e lacrimejamento, principalmente em pessoas predispostas.

Por fim, a conjuntivite irritativa surge após contato com produtos químicos, fumaça, vento ou água tratada inadequadamente.

Sintomas que merecem atenção

Independentemente da causa, alguns sinais são comuns e não devem ser ignorados.

Olhos vermelhos, sensação de areia, lacrimejamento excessivo, coceira e sensibilidade à luz estão entre os sintomas mais relatados.

Além disso, a presença de secreção e o inchaço das pálpebras indicam a necessidade de avaliação oftalmológica.

Cuidados e recomendações no dia a dia

Para reduzir os riscos, algumas medidas simples fazem toda a diferença.

Em primeiro lugar, evite levar as mãos aos olhos, principalmente se não estiverem higienizadas.

Da mesma forma, não compartilhe objetos de uso pessoal, como toalhas, fronhas e maquiagem.

Além disso, use óculos de sol com proteção UV, pois eles ajudam a proteger os olhos contra agentes externos.

Outro cuidado essencial envolve a higiene após praia ou piscina: lavar o rosto com água corrente e, se necessário, utilizar soro fisiológico para remover resíduos.

O que fazer ao surgir a conjuntivite?

Ao notar os primeiros sintomas, o ideal é procurar um oftalmologista.

A automedicação, especialmente com colírios, pode agravar o quadro ou mascarar a causa real do problema.

Em muitos casos, o tratamento varia conforme o tipo de conjuntivite, podendo incluir apenas lubrificação ocular ou, quando indicado, medicamentos específicos.

Enquanto isso, recomenda-se suspender o uso de lentes de contato, evitar ambientes fechados e manter cuidados rigorosos de higiene.

Assim, além de acelerar a recuperação, também é possível evitar a transmissão para outras pessoas.

Atenção redobrada no verão

Portanto, a conjuntivite no verão exige atenção, prevenção e orientação profissional.

Com hábitos simples e informação de qualidade, é possível aproveitar a estação com mais segurança e conforto visual.

Caso surjam dúvidas ou sintomas persistentes, a avaliação com uma oftalmologista é sempre o melhor caminho para garantir a saúde dos seus olhos.

Ficou com alguma dúvida ou quer mais informação? Entre em contato.

Dra Karen

Atuando na área oftalmológica há mais de 30 anos, é membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, atendendo no pronto socorro e com consultório na unidade Perdizes. Tem vasta experiência em casos clínicos e cirúrgicos e especialização em catarata e cirurgias refrativas. Sempre com um atendimento humanizado, seguro e personalizado, busca constantemente atualização para proporcionar o bem estar do paciente. Especialista em Oftalmologia, com título pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia é membro da Academia Americana de Oftalmologia e da Sociedade Internacional de Cirurgia Refrativa e Catarata. Além disso, ministra aulas em cursos teórico e práticos.

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