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Outono e alergias oculares: como se proteger

Com a chegada do outono, muitas pessoas começam a perceber um desconforto maior nos olhos.

Coceira, vermelhidão e lacrimejamento passam a fazer parte da rotina, e, embora isso pareça algo pontual, há uma explicação clara: as mudanças climáticas típicas dessa estação favorecem o surgimento e a intensificação das alergias oculares.

Além disso, no Brasil (especialmente na região Sudeste) o outono costuma apresentar queda na umidade relativa do ar, que frequentemente fica abaixo dos 60%, nível considerado ideal pela Organização Mundial da Saúde.

Como resultado, a superfície ocular perde parte da sua proteção natural, tornando-se mais vulnerável a agentes irritantes.

Por que o outono afeta tanto os olhos?

Durante essa época do ano, o ar tende a ficar mais seco e com maior concentração de partículas como poeira, ácaros e até resíduos de poluição.

Ao mesmo tempo, as pessoas mantêm ambientes mais fechados, o que contribui para o acúmulo desses alérgenos.

Consequentemente, há um aumento significativo dos quadros de conjuntivite alérgica e sintomas relacionados ao olho seco.

Em termos técnicos, isso ocorre porque o filme lacrimal, responsável por proteger e lubrificar os olhos, evapora mais rapidamente em ambientes com baixa umidade.

Além disso, pacientes que já possuem histórico de rinite alérgica costumam apresentar uma piora simultânea dos sintomas oculares, já que há uma conexão direta entre as vias respiratórias e a superfície dos olhos.

Sintomas mais comuns

Embora os sinais possam variar de pessoa para pessoa, alguns sintomas são bastante característicos. Entre os principais, destacam-se:

  • Coceira intensa nos olhos
  • Vermelhidão persistente
  • Lacrimejamento excessivo
  • Sensação de areia ou corpo estranho
  • Inchaço nas pálpebras
  • Sensibilidade à luz

Em muitos casos, esses sintomas aparecem de forma bilateral e recorrente, o que ajuda a diferenciar a alergia de infecções oculares.

O que evitar durante as crises

Apesar do desconforto, algumas atitudes comuns podem agravar ainda mais o quadro. Por isso, é importante ter atenção.

Primeiramente, coçar os olhos deve ser evitado, já que esse hábito intensifica a inflamação e pode até causar pequenas lesões na superfície ocular.

Além disso, o uso de colírios sem orientação médica pode mascarar sintomas ou provocar efeitos indesejados.

Outro ponto importante é o uso inadequado de lentes de contato.

Durante crises alérgicas, a recomendação geralmente é suspender o uso temporariamente, pois as lentes podem reter partículas e piorar a irritação.

Como prevenir no dia a dia

Por outro lado, algumas medidas simples podem reduzir bastante o risco de crises ou aliviar os sintomas.

Manter os ambientes bem ventilados e higienizados é fundamental. Além disso, sempre que possível, deve-se evitar contato com poeira e superfícies que acumulam ácaros, como cortinas e tapetes.

Outra estratégia eficaz é o uso de óculos de sol, que funcionam como uma barreira física contra partículas suspensas no ar.

Da mesma forma, a higienização frequente das mãos e do rosto ajuda a evitar que agentes irritantes entrem em contato com os olhos.

Em alguns casos, o uso de lubrificantes oculares pode ser indicado para estabilizar o filme lacrimal.

No entanto, essa recomendação deve sempre ser feita por um oftalmologista.

Quando procurar avaliação especializada

Embora muitas crises sejam leves, é importante ficar atento à evolução dos sintomas.

Caso haja dor, secreção, piora da visão ou persistência do quadro, a avaliação oftalmológica torna-se essencial.

Além disso, pacientes com episódios frequentes devem investigar a causa com mais profundidade, já que o tratamento adequado pode prevenir recorrências e melhorar significativamente a qualidade de vida.

Atenção ao sinal do seu corpo

Portanto, o aumento das alergias oculares no outono não é coincidência, é uma resposta direta às condições ambientais dessa estação.

No entanto, com orientação adequada e cuidados simples, é possível controlar os sintomas e evitar complicações.

Por isso, ao perceber qualquer alteração nos olhos, não ignore os sinais.

Um acompanhamento especializado faz toda a diferença, tanto no alívio imediato quanto na prevenção a longo prazo.

Se precisar de algo ou tiver alguma dúvida, entre em contato.

Dra Karen

Atuando na área oftalmológica há mais de 30 anos, é membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, atendendo no pronto socorro e com consultório na unidade Perdizes. Tem vasta experiência em casos clínicos e cirúrgicos e especialização em catarata e cirurgias refrativas. Sempre com um atendimento humanizado, seguro e personalizado, busca constantemente atualização para proporcionar o bem estar do paciente. Especialista em Oftalmologia, com título pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia é membro da Academia Americana de Oftalmologia e da Sociedade Internacional de Cirurgia Refrativa e Catarata. Além disso, ministra aulas em cursos teórico e práticos.

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