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Cirurgia Refrativa: Liberdade para exergar sem óculos

A dependência de óculos ou lentes de contato faz parte da rotina de milhões de pessoas.

No entanto, a tecnologia oftalmológica evoluiu de forma impressionante nas últimas décadas e, hoje, a cirurgia refrativa oferece resultados cada vez mais previsíveis, seguros e personalizados.

Mais do que reduzir o grau, o procedimento busca melhorar a qualidade visual e a autonomia do paciente.

Além disso, com equipamentos de alta precisão e protocolos individualizados, é possível tratar miopia, hipermetropia e astigmatismo com excelente taxa de sucesso.

Em muitos casos, o paciente retorna às atividades em poucos dias, com rápida recuperação visual.

O que é a cirurgia refrativa?

A cirurgia refrativa é um conjunto de técnicas que remodelam a curvatura da córnea por meio de laser, corrigindo erros de refração.

Em outras palavras, o procedimento ajusta a forma como a luz entra no olho para que ela seja focalizada corretamente na retina.

Entre as técnicas mais utilizadas estão o LASIK, o PRK e, mais recentemente, o SMILE.

Cada uma apresenta indicações específicas, e a escolha depende de fatores como espessura da córnea, grau, idade e estilo de vida do paciente.

Enquanto o LASIK cria um flap (uma fina lamela da córnea) antes da aplicação do laser, o PRK atua diretamente na superfície corneana.

Já o SMILE utiliza uma tecnologia minimamente invasiva, sem a necessidade de flap, o que pode reduzir sintomas de olho seco em determinados perfis.

Portanto, não existe uma técnica “melhor” de forma universal, existe a técnica mais adequada para cada caso.

Quem pode fazer?

De modo geral, indicamos a cirurgia para pacientes acima de 20 anos, com grau estável há pelo menos um ano.

Além disso, é fundamental que não haja doenças oculares ativas, como ceratocone ou infecções.

Atualmente, tratamos miopias que podem chegar a aproximadamente 8 a 10 graus (dependendo da espessura corneana), astigmatismos de até 4 ou 5 graus e hipermetropias em faixas moderadas.

No entanto, cada avaliação é individualizada e baseada em exames detalhados, como topografia e tomografia de córnea, paquimetria e análise da qualidade óptica.

Consequentemente, a consulta pré-operatória é uma etapa essencial. Nela, analisamos não apenas o grau, mas também a anatomia ocular e as expectativas do paciente.

Como é o procedimento e a recuperação?

Para que você entenda como o procedimento acontece na prática, assista ao vídeo abaixo, no qual realizo uma cirurgia. A tecnologia utilizada permite extrema precisão e segurança, com aplicação do laser em poucos segundos.

A cirurgia é realizada com anestesia tópica (colírio) e dura, em média, de 10 a 20 minutos para ambos os olhos.

O laser excimer atua em poucos segundos, com precisão micrométrica — cada pulso remove frações de micra da córnea.

Logo após o procedimento, é comum ocorrer leve ardor ou sensação de areia nos olhos, especialmente nas primeiras 24 a 48 horas, no caso do PRK. Por outro lado, no LASIK, a recuperação visual costuma ser mais rápida, muitas vezes já no dia seguinte.

Ainda assim, é fundamental seguir rigorosamente as orientações médicas, usar os colírios prescritos e evitar coçar os olhos.

A maioria dos pacientes retoma atividades profissionais leves em poucos dias; entretanto, esportes de contato devem ser adiados por período maior.

Resultados e expectativas reais

Em termos estatísticos, mais de 90% dos pacientes alcançam visão igual ou superior a 20/25 sem óculos após o procedimento, quando bem indicados.

Contudo, é importante compreender que a cirurgia corrige o grau existente naquele momento, ela não impede alterações naturais relacionadas à idade, como a presbiopia após os 40 anos.

Além disso, embora a necessidade de retoque seja incomum, ela pode ocorrer em pequena parcela dos casos.

Felizmente, quando indicada, costuma ser simples e segura.

Tecnologia e personalização

Hoje, utilizamos plataformas com rastreamento ocular em tempo real, que acompanham micro movimentos do olho durante a aplicação do laser.

Isso aumenta a precisão e reduz a margem de erro. Além disso, exames modernos permitem mapear irregularidades mínimas da córnea, contribuindo para maior previsibilidade dos resultados.

Por isso, a cirurgia refrativa atual vai além da simples correção do grau: ela considera qualidade visual, contraste, sensibilidade à luz e conforto no dia a dia.

A decisão de operar deve ser consciente e baseada em informação clara.

Quando bem indicada e realizada com tecnologia adequada, a cirurgia refrativa representa um marco na vida de quem deseja mais liberdade visual.

Agendar uma avaliação especializada é o primeiro passo para entender se essa é a melhor escolha para você.

Ficou em dúvida ou quer saber mais? Fale Conosco.

Dra Karen

Atuando na área oftalmológica há mais de 30 anos, é membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, atendendo no pronto socorro e com consultório na unidade Perdizes. Tem vasta experiência em casos clínicos e cirúrgicos e especialização em catarata e cirurgias refrativas. Sempre com um atendimento humanizado, seguro e personalizado, busca constantemente atualização para proporcionar o bem estar do paciente. Especialista em Oftalmologia, com título pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia é membro da Academia Americana de Oftalmologia e da Sociedade Internacional de Cirurgia Refrativa e Catarata. Além disso, ministra aulas em cursos teórico e práticos.