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Transplante de córnea: quando é necessário e como funciona?

O transplante de córnea é um procedimento oftalmológico relevante, sendo uma alternativa eficaz para recuperar a visão.

Apesar disso, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre quando ele é indicado e como o procedimento acontece.

A córnea é a camada transparente na frente do olho, responsável por permitir a entrada da luz e ajudar na formação das imagens. Quando ela sofre algum dano grave, a visão pode ser comprometida de forma significativa.

Em que situações o transplante se torna necessário?

Entre os motivos mais comuns estão o ceratocone em estágio avançado, cicatrizes profundas causadas por infecções ou traumas e falências da córnea após outras cirurgias oculares.

Em alguns casos, doenças genéticas como a distrofia de Fuchs também levam à necessidade do transplante.

Quando os óculos ou lentes de contato não conseguem mais restaurar a visão e o tecido da córnea está opaco ou deformado, o procedimento é indicado.

A boa notícia é que o Brasil possui um dos maiores programas públicos de transplante de córnea do mundo. Assim, embora haja uma fila de espera, o acesso ao procedimento tem sido cada vez mais facilitado.

E como funciona o transplante?

O procedimento pode ser feito de forma parcial ou total, dependendo da profundidade do comprometimento.

No transplante penetrante, o cirurgião substitui toda a espessura da córnea. Já nos transplantes lamelares, apenas as camadas afetadas são trocadas, preservando o tecido saudável do paciente.

Essa técnica tem ganhado espaço por reduzir riscos de rejeição e promover uma recuperação mais rápida.

Durante a cirurgia, que costuma ser feita com anestesia local e sedação, o oftalmologista remove o tecido danificado e o substitui pela córnea doadora, cuidadosamente posicionada e fixada com pontos finos.

A recuperação visual varia de paciente para paciente, mas geralmente é gradual e pode levar alguns meses.

Além disso, o acompanhamento pós-operatório é fundamental.

O paciente deve usar colírios imunossupressores e comparecer às consultas para avaliar a adaptação do enxerto. A rejeição é rara, mas precisa ser identificada rapidamente para evitar complicações.

Portanto, o transplante de córnea é uma solução segura e eficaz para restaurar a visão em casos graves.

Ao identificar sintomas como visão embaçada persistente, dor ou sensibilidade à luz, é essencial procurar um oftalmologista.

O diagnóstico precoce faz toda a diferença na escolha do tratamento mais adequado.

Dra Karen

Atuando na área oftalmológica há mais de 30 anos, é membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, atendendo no pronto socorro e com consultório na unidade Perdizes. Tem vasta experiência em casos clínicos e cirúrgicos e especialização em catarata e cirurgias refrativas. Sempre com um atendimento humanizado, seguro e personalizado, busca constantemente atualização para proporcionar o bem estar do paciente. Especialista em Oftalmologia, com título pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia é membro da Academia Americana de Oftalmologia e da Sociedade Internacional de Cirurgia Refrativa e Catarata. Além disso, ministra aulas em cursos teórico e práticos.