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SMILE: a evolução da cirurgia para corrigir o grau

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A cirurgia refrativa está em constante evolução.

Novas tecnologias, equipamentos cada vez mais precisos e técnicas que aprimoram a forma de corrigir os erros de refração ampliam as possibilidades de tratamento para pacientes que desejam reduzir a dependência dos óculos ou das lentes de contato.

Entre essas possibilidades está o SMILE (Small Incision Lenticule Extraction), uma técnica de cirurgia refrativa a laser indicada para determinados casos de miopia e astigmatismo.

O procedimento chama atenção pela forma como a correção é realizada e, principalmente, por não exigir a criação do flap corneano utilizado em técnicas como o LASIK.

Como funciona o SMILE?

De forma simplificada, o procedimento utiliza um laser de femtossegundo para criar, dentro da córnea, uma pequena porção de tecido chamada lentícula.

Em seguida, o cirurgião acessa essa lentícula por meio de uma pequena incisão e a remove. Com isso, ocorre uma mudança planejada no formato da córnea, permitindo corrigir o grau do paciente.

Essa é uma das principais diferenças em relação ao LASIK.

No LASIK, o cirurgião cria um flap na córnea para realizar a correção. Já no SMILE, a lentícula é retirada através de uma pequena incisão, sem a necessidade de criar esse flap.

Assim, a técnica oferece uma abordagem diferente para a cirurgia refrativa e pode ser uma alternativa interessante para determinados pacientes.

Uma técnica com resultados acompanhados ao longo do tempo

Embora o SMILE esteja ganhando cada vez mais atenção entre pacientes interessados em cirurgia refrativa, seus resultados já vêm sendo acompanhados em estudos clínicos de longo prazo.

Isso é especialmente importante quando falamos de procedimentos oftalmológicos. Afinal, não basta avaliar apenas o resultado nas primeiras semanas ou meses. A estabilidade da correção ao longo dos anos também merece atenção.

Em um estudo com 208 olhos acompanhados durante 10 anos, 84,6% apresentavam visão sem correção de 20/20 ou melhor ao final do acompanhamento. Os pesquisadores também observaram manutenção dos índices de segurança e eficácia ao longo desse período.

Outro estudo, igualmente com acompanhamento de 10 anos, encontrou resultados refrativos estáveis e não identificou perda de duas ou mais linhas de visão corrigida durante o período analisado.

Esses resultados ajudam a ampliar o conhecimento sobre a técnica e seu comportamento no longo prazo.

Quais são as possíveis vantagens?

Uma das características mais conhecidas do SMILE é a possibilidade de realizar a correção sem a criação do flap corneano.

Além disso, a técnica utiliza uma pequena incisão para permitir a retirada da lentícula. Essa abordagem modifica a forma como o procedimento é realizado e pode trazer características interessantes em determinados perfis de pacientes.

No entanto, é importante não transformar essas características em uma promessa de resultado.

A cirurgia refrativa é individualizada. O grau, a espessura e o formato da córnea, a estabilidade da refração, a superfície ocular e a saúde dos olhos são alguns dos fatores que precisam ser analisados antes da indicação.

SMILE ou LASIK: qual escolher?

Essa é uma dúvida natural para quem começa a pesquisar sobre cirurgia refrativa.

Mas a resposta não está simplesmente em escolher a técnica mais moderna. SMILE e LASIK possuem características diferentes, e a indicação deve considerar as condições de cada paciente.

Uma avaliação oftalmológica detalhada permite analisar o grau, a córnea e outros aspectos importantes para determinar se a cirurgia é indicada e qual abordagem pode ser mais adequada.

Por isso, a tecnologia disponível é apenas uma parte da decisão. A experiência do cirurgião e, principalmente, a avaliação individual de cada olho também são fundamentais.

Conhecimento que acompanha a evolução da Oftalmologia

A Oftalmologia está em constante transformação. Por isso, acompanhar congressos, conhecer novas tecnologias e aprofundar o conhecimento sobre diferentes técnicas faz parte da evolução da prática médica.

O SMILE representa mais uma possibilidade dentro desse cenário de inovação na cirurgia refrativa. Ao mesmo tempo, os estudos de acompanhamento ajudam a compreender cada vez melhor seus resultados e suas indicações.

No final, entretanto, a tecnologia é apenas uma parte da história.

Cada olho é único, e a melhor escolha começa com uma avaliação individualizada.

Para quem deseja reduzir a dependência dos óculos ou das lentes de contato, conversar com um oftalmologista é o primeiro passo para entender se a cirurgia refrativa é indicada e quais possibilidades podem ser consideradas.

A tecnologia evolui. O conhecimento acompanha essa evolução. E o objetivo permanece o mesmo: buscar segurança, precisão e qualidade visual para cada paciente.

Quer saber mais? Fale comigo.

Dra Karen

Atuando na área oftalmológica há mais de 30 anos, é membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, atendendo no pronto socorro e com consultório na unidade Perdizes. Tem vasta experiência em casos clínicos e cirúrgicos e especialização em catarata e cirurgias refrativas. Sempre com um atendimento humanizado, seguro e personalizado, busca constantemente atualização para proporcionar o bem estar do paciente. Especialista em Oftalmologia, com título pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia é membro da Academia Americana de Oftalmologia e da Sociedade Internacional de Cirurgia Refrativa e Catarata. Além disso, ministra aulas em cursos teórico e práticos.